Pressão: 2 bar
Impulsos: 2000
Frequência: 10 Hz
Aplicador: 15 mm
Somatório da dose de densidade de fluxo de energia total: 103 mJ/mm2
Número de sessões: 3 (1 por semana)
O tendão de Aquiles é uma combinação de tendões dos músculos sóleo e gastrocnémio (gémeos), ligando-os à parte posterior do calcanhar. A tendinopatia da porção média do tendão de Aquiles (MPAT) é uma patologia dolorosa, aguda ou crónica, do referido tendão.
Têm sido utilizados diversos termos para descrever esta condição, tais como tendinose, tendinite e peritendinite. No entanto, o exame histológico de amostras (biopsia) recolhidas de pacientes durante intervenções cirúrgicas para tratar sintomas crónicos revelou que a MPAT crónica está associada a alterações degenerativas no tendão. Assim, a patologia é melhor caracterizada como tendinopatia do que como tendinite ou tendinose. O tendão de Aquiles está rodeado (juntamente com o tendão plantar) por um paratendão. Em muitos casos de tendinopatia do tendão de Aquiles, a patologia é acompanhada por uma paratendinopatia.
O diagnóstico baseia-se nas características clínicas da doença, nas quais a localização da dor constitui um fator de diferenciação crucial. O ponto de dor máxima e de edema doloroso na MPAT situa-se entre 2 a 6 cm proximais da inserção, enquanto no caso da tendinopatia insercional do tendão de Aquiles, o ponto de dor máxima localiza-se na junção do tendão com o osso. Os sintomas podem exacerbar-se ao levantar-se após um período de repouso. Nas paratendinopatias isoladas, ocorre um espessamento local do paratendão e a área da inflamação não se move com a flexão dorsal e plantar do tornozelo. Em contrapartida, no caso de tendinopatia isolada, a área da inflamação move-se com a flexão dorsal e plantar do tornozelo. O diagnóstico por imagem deve ser utilizado para excluir outras causas de dor no tendão de Aquiles ou para confirmar o diagnóstico de MPAT em caso de dúvida.
Tal como na tendinopatia insercional do tendão de Aquiles, a etiologia da MPAT depende provavelmente de múltiplos fatores, entre os quais se podem incluir: idade avançada, obesidade, hipertensão, diabetes e o uso de esteroides, entre outros. Particularmente em atletas, o início da MPAT também pode ser influenciado por hábitos de treino inadequados, tais como o treino excessivo, o treino em superfícies duras ou inclinadas e mudanças bruscas no planeamento.
Existe a hipótese de que a cicatrização das lesões do tendão de Aquiles resultantes de sobrecarga envolva a penetração de pequenos vasos sanguíneos provenientes do paratendão no tendão, visando potenciar a regeneração através de um maior fluxo sanguíneo. No entanto, estes pequenos vasos são acompanhados por pequenas fibras nervosas com elevadas concentrações de substâncias nociceptivas, como o glutamato, a substância P e o péptido relacionado com o gene da calcitonina (CGRP). Estas pequenas fibras nervosas são consideradas a causa da dor na MPAT crónica.
Ao longo da vida, o risco de uma lesão no tendão de Aquiles em corredores de elite de longas distâncias é de aproximadamente 50%. No entanto, indivíduos de todos os níveis de atividade e de todas as idades apresentam queixas semelhantes, sendo que aproximadamente 30% dos pacientes têm um estilo de vida sedentário.
O tratamento da MPAT deve iniciar-se com medidas conservadoras, como o repouso, a aplicação de gelo, a fisioterapia, os alongamentos (carga excêntrica), as ajudas ortopédicas, as palmilhas e a administração de anti-inflamatórios não esteroides. Os pacientes que não respondam ao tratamento conservador num prazo de seis meses podem ser submetidos à terapia de ondas de choque radiais (rESWT®). Para os casos mais persistentes de MPAT, deve considerar-se a cirurgia, aplicando as diferentes estratégias cirúrgicas que visem o desbridamento ou a tenotomia do próprio tendão.
Rompe JD, Furia J, Maffulli N Eccentric loading versus eccentric loading plus shock-wave treatment for midportion achilles tendinopathy: a randomized controlled trial.Am J Sports Med 2009;37:463-470. Consultar estudo
Rompe JD, Nafe B, Furia JP, Maffulli N Eccentric loading, shock-wave treatment, or a wait-and-see policy for tendinopathy of the main body of tendo Achillis: a randomized controlled trial.Am J Sports Med 2007;35:374-383. Consultar estudo
Profundidade de penetração: 5-15 mm
Densidade de fluxo de energia total por emissão de onda de choque: 0,089-0,238 mJ/mm²
N.º de sessões: 3-5 (1 por semana)
Frequência: 8 Hz
Impulsos: 2000-3000
ESTUDOS
Ludger Gerdesmeyer, Rainer Mittermayr, Martin Fuerst, Munjed Al, Muderis, Richard Thiele, Amol Saxena, Hans Gollwitzer Current evidence of extracorporeal shockwave therapy in chronic Achilles tendinopathy, Review International Journal of Surgery 24 (2015) 154e159.
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