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Síndrome subacromial do ombro

PROTOCOLO RADIAL

Valores do protocolo radial


Pressão: 2 bar

Impulsos: 2500

Frequência: 10-12 Hz

Aplicador: 15 mm

Somatório da dose de densidade de fluxo de energia total: 103 mJ/mm²

Número de sessões: 3 (1 por semana)

Informação médica


A expressão síndrome subacromial do ombro é frequentemente utilizada como sinónimo de patologia da coifa dos rotadores, tendinite da coifa dos rotadores e síndrome de conflito (impingement) do ombro.

Tal como a tendinite calcificante do ombro também pode provocar dores na articulação, a síndrome subacromial pode incluir, adicionalmente, uma tendinite calcificante. Por vezes, a expressão "tendinite da coifa dos rotadores" é confundida com a bursite do ombro, mas ambos os termos referem-se à inflamação de uma área específica da articulação do ombro (ou seja, o espaço subacromial) que causa um conjunto frequente de sintomas denominado síndrome de conflito subacromial (SIS).

O termo SIS é descritivo e refere-se ao encarceramento dos tendões e da bursa da coifa dos rotadores entre as estruturas ósseas (no espaço subacromial). Na maioria dos casos graves, a SIS consiste numa combinação da inflamação dos tendões da coifa dos rotadores (tendinite) e da inflamação da bursa sinovial que envolve os referidos tendões (bursite). Em muitos casos de SIS, o espaço subacromial encontra-se reduzido devido a alterações na morfologia óssea, quando comparado com a anatomia de um indivíduo saudável.

A patologia é geralmente causada por uma lesão inicial que desencadeia o processo inflamatório. Isto pode provocar um espessamento dos tendões ou da bursa, que passam a ocupar mais espaço e a comprimir ainda mais estas estruturas, aumentando subsequentemente a inflamação. Consequentemente, o problema pode exacerbar-se, derivando num círculo vicioso de inflamação, espessamento dos tendões e das bursas, compressão destas estruturas, mais inflamação e assim sucessivamente.

Esta doença é diagnosticada através dos seus sintomas clínicos. O diagnóstico por imagem deve ser utilizado para excluir outras causas de dor no ombro ou para confirmar o diagnóstico de SIS em caso de dúvida.

O SIS é a forma mais comum de dor no ombro. As ações repetitivas ou que obrigam a elevar os braços acima do nível do ombro no trabalho ou na prática desportiva (entre outros: natação, lançamentos, ténis, levantamento de pesos, golfe, voleibol e ginástica) representam os principais fatores de risco para o aparecimento do SIS. Quanto maior a idade, maior a predisposição para a patologia.

No que respeita à terapia, distinguem-se três etapas distintas no SIS:

  • Fase 1 (inflamação aguda, edema e hemorragia na coifa dos rotadores): deve ser tratada com medidas conservadoras, como repouso, aplicação de gelo, fisioterapia e fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).

  • Fase 2 (prolongamento da Fase 1, com progressão da fibrose e tendinite do tendão da coifa dos rotadores): é mitigada com tratamento conservador, terapia de ondas de choque radiais (rESWT®) ou cirurgia, caso o tratamento conservador e a rESWT® falhem.

  • Fase 3 (rutura mecânica do tendão da coifa dos rotadores e/ou alterações no arco coracoacromial com presença de osteófitos ao longo do acrómio anterior): a intervenção cirúrgica é a solução indicada.


 

 

Estudos

Engebretsen K, Grotle M, Bautz-Holter E, et al. Radial extracorporeal shock wave treatment compared with supervised exercises in patients with subacromial pain syndrome: a single blind randomised study. Brit Med J 2009; 339:b3360. Consultar estudo.

PROTOCOLO FOCAL

Valores do protocolo focal


Profundidade de penetração: 20 mm

Densidade de fluxo de energia total por emissão de onda de choque: 0,138-0,22 mJ/mm²

N.º de sessões: 3 sessões (1 por semana)

Frequência (Hz): 8 Hz

Impulsos: 2000-2500