Pressão (bar): 2,5 bar
Impulsos: 2000
Frequência: 10-12 Hz
Aplicador: 15 mm
Somatório da dose de densidade de fluxo de energia total: 166 mJ/mm²
Número de sessões: 3 (1 por semana)
A síndrome de stresse medial da tíbia (MTSS), mais conhecida como «canelites», é uma lesão frequente causada por sobrecarga ou stresse repetitivo das extremidades inferiores.
Este distúrbio é uma das causas mais comuns de dor por esforço nas pernas dos atletas e, geralmente, apresenta-se como uma dor difusa das extremidades inferiores, ao longo do terço médio/distal da tíbia. A MTSS manifesta-se através de uma dor que se caracteriza por (I) agravar-se no início do exercício, (II) diminuir gradualmente ao longo do treino e (III) desaparecer em poucos minutos após o exercício. Numa fase posterior, a dor pode surgir com menos atividade e ocorrer inclusive em estado de repouso. Esta patologia é diagnosticada com base nos seus sintomas clínicos.
O diagnóstico por imagem deve ser utilizado para excluir outras causas de dor nas pernas por esforço ou para confirmar o diagnóstico de MTSS em caso de dúvida.
Parece que os fatores que mais habitualmente intervêm na MTSS são os erros de treino («demasiado ou demasiado rápido»). Este distúrbio é mais frequente em corredores, jogadores de futebol e basquetebol, bem como em bailarinos. É de salientar que a MTSS está quase sempre associada a anomalias biomecânicas nas extremidades inferiores, o que inclui anomalias no joelho, torção tibial, anteversão femoral, anomalias no arco do pé ou uma dismetria no comprimento das pernas. No entanto, o calçado inadequado (inclusive por mero desgaste) também pode contribuir para o surgimento de dores nas canelas. Para a MTSS podem contribuir várias lesões por stresse da tíbia, como, por exemplo, tendinopatias, periostite ou disfunção dos músculos tibial posterior, tibial anterior e sóleo. Parece que as mulheres sofrem mais deste distúrbio do que os homens, apresentando o triplo das probabilidades de que a MTSS progrida para uma fratura por stresse.
O tratamento da MTSS deve iniciar-se com repouso e aplicação de gelo na fase aguda, seguidos de exercícios de baixo impacto e de treino cruzado ao longo da reabilitação, bem como de um programa modificado de treino (diminuição da intensidade, da frequência e da duração, exercícios regulares de alongamento e fortalecimento, e o uso de calçado adequado que proporcione um amortecimento correto). Orteses, terapia manual e injeções também podem ser úteis para aliviar os sintomas. Aos pacientes que não respondam ao tratamento conservador no prazo de seis meses, pode ser aplicada a terapia de ondas de choque radiais (rSWT®). Nos casos mais persistentes de MTSS, a cirurgia também deve ser considerada.
ESTUDOS
Rompe JD, Caccio A, Furia JP, et al. Low-energy extracorporeal shock wave as a treatment for medial tibial stress syndrome. Am J Sports Med 2010 Jan; 38(1):125-32. Epub 2009 Sep 23. Consultar estudo.
Profundidade de penetração: 5-10 mm
Densidade de fluxo de energia total por emissão de onda de choque: 0,089-0,271 mJ/mm²
N.º de sessões: 3-5 (num intervalo de 5-14 dias)
Frequência: 8 Hz
Impulsos: 2000-2500
A síndrome de stresse tibial medial é uma síndrome de dor crónica que se apresenta ao longo da tíbia e que pode irradiar ao longo de toda a extensão da mesma. A síndrome de stresse tibial é frequentemente reportada em atletas que participam em desportos que exigem arranques e paragens bruscas frequentes. Os corredores também podem ser afetados pela síndrome de stresse tibial. A dor é, geralmente, o resultado de uma irritação dos tendões do músculo tibial anterior devido a um sobreesforço agudo ou crónico.
A dor pode ser causada tanto por tendões inflamados como por pontos gatilho miofasciais no músculo tibial anterior.
O uso de aplicações de ondas de choque focadas tem sido descrito na literatura como um complemento útil para as terapias convencionais.
ESTUDOS
Korakakis V, Whiteley R, Tzavara A, Malliaropoulos N. The effectiveness of extracorporeal shockwave therapy in common lower limb conditions: a systematic review including quantification of patient-rated pain reduction. Br J Sports Med. 2017 Sep 27. pii: bjsports- 2016-097347. doi: 10.1136/bjsports-2016-097347.
Gomez Garcia S, Ramon Rona S, Gomez Tinoco MC, Benet Rodriguez M, Chaustre Ruiz DM, Cardenas Letrado FP, Lopez-Illescas Ruiz Á, Alarcon Garcia JM. Shockwave treatment for medial tibial stress syndrome in military cadets: a single-blind randomized controlled trial. Int J Surg.2017 Oct; 46:102-109
Winters M1 , Eskes M, Weir A, Moen MH, Backx FJ, Bakker EW. Treatment of medial tibial stress syndrome: a systematic review. Sports Med. 2013 Dec;43(12):1315-33.
Moen MH1 , Rayer S, Schipper M, Schmikli S, Weir A, Tol JL, Backx FJ. Shockwave treatment for medial tibial stress syndrome in athletes; a prospective controlled study.Br J Sports Med. 2012 Mar;46(4):253-7.
Reshef N1 , Guelich DR. Medial tibial stress syndrome. Clin Sports Med. 2012 Apr;31(2):273-90.
H Steere, S DeLuca, J Borg-Stein, G Malanga, Adam S Tenforde, A Narrative Review Evaluating Extracorporeal Shockwave Therapy as a Potential Regenerative Treatment for Musculoskeletal Conditions in Military Personnel Military Medicine, Volume 186, Issue 7-8, July-August 2021, Pages 682-706.