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Síndrome de dor do grande trocanter

PROTOCOLO RADIAL

Valores do protocolo radial


Pressão: 3 bar

Impulsos: 2000

Frequência: 10-12 Hz

Aplicador: 36 mm

Energia total: 46 mJ/mm²

Número de sessões: 3 (1 por semana)

Informação médica


A síndrome de dor do grande trocanter refere-se a diversos distúrbios do espaço lateral peritrocantérico da anca, tais como tendinopatias nos músculos glúteos médio e mínimo, a bursite trocantérica e a síndrome da anca em ressalto.

Os principais sintomas clínicos consistem em dor e sensibilidade reprodutível na zona do grande trocanter e/ou na nádega ou face externa da coxa. Esta patologia é diagnosticada com base nos seus sintomas clínicos. O diagnóstico por imagem deve ser utilizado para excluir outras causas de dor na anca ou para confirmar o diagnóstico da síndrome de dor do grande trocanter em caso de dúvida.

O grande trocanter é o ponto de fixação dos tendões de cinco músculos: lateralmente, do glúteo médio e do glúteo mínimo e, medialmente, do piriforme, obturador externo e interno. Tal como acontece no ombro, podem ocorrer lesões e a consequente degeneração dos componentes da coifa dos rotadores da anca, iniciando-se com uma tendinite, evoluindo para tendinose e possíveis roturas. Este processo ocorre com maior frequência no glúteo médio do que no glúteo mínimo.

Além disso, existem três bolsas sinoviais em torno da face lateral do grande trocanter: as bolsas localizadas sob o glúteo grande, o glúteo médio e a do glúteo mínimo. Crê-se que estas bolsas sinoviais servem para amortecer os tendões do glúteo, a banda iliotibial e o músculo tensor da fáscia lata. A bursite trocantérica ocorre maioritariamente de forma secundária, após a fricção repetitiva do grande trocanter com a banda iliotibial, devido aos movimentos de flexão e extensão da anca. Adicionalmente, a bursite trocantérica é frequentemente associada a sobre-esforço, traumas e outros problemas que podem alterar a marcha normal de uma pessoa.

Constatou-se que a síndrome de dor do grande trocanter afeta entre 10% e 25% da população, com uma incidência superior no sexo feminino em comparação com o masculino.

O tratamento das tendinopatias na região glútea inclui o repouso, fármacos anti-inflamatórios e fisioterapia focada em exercícios de fortalecimento e melhoria da mobilidade. A bursite trocantérica é frequentemente incapacitante e responde ao repouso, aplicação de gelo, fármacos anti-inflamatórios e fisioterapia centrada em exercícios de alongamento, flexibilidade, fortalecimento e reeducação da marcha. Se os sintomas persistirem, podem ser aplicadas injeções de anestésicos locais e corticosteroides nas bursas, que podem aliviar eficazmente a dor.

A terapia de ondas de choque radiais (rESWT®) tem demonstrado a sua eficácia em casos persistentes de síndrome de dor do grande trocanter. Se a rESWT® não for eficaz, deve considerar-se a intervenção cirúrgica naqueles casos onde tenham sido descartadas outras possíveis origens para os sintomas do paciente.


 

 

ESTUDOS

Rompe JD, Segal NA, Cacchio A, et al. Home training, local corticosteroid injection, or radial shock wave therapy for greater trochanter pain syndrome. Am J Sports Med 2009;37 1981-1990. Consultar estudo.

Furia JP, Rompe JD, Maffulli N. Low-energy extracorporeal shock wave therapy as a treatment for greater trochanteric pain syndrome Am J Sports Med 2009;37:1806-1813. Consultar estudo.

PROTOCOLO FOCAL

Valores do protocolo focal


Profundidade de penetração: 30-60 mm

Densidade de fluxo de energia total por emissão de onda de choque: 0,150-0,355 mJ/mm²

N.º de sessões: 3-5 (num intervalo de 7-14 dias)

Frequência: 8 Hz

Impulsos: 2000-2500

Informação médica


A síndrome de dor trocantérica (tendinite trocantérica) caracteriza-se por dor aguda crónica ou intermitente na área do grande trocanter, ou que irradia para áreas adjacentes em redor da anca e da coxa. Os fatores precipitantes são habitualmente uma sobrecarga aguda ou crónica da musculatura e dos ligamentos, particularmente na face lateral da anca.

O excesso de tensão pode provocar uma irritação inflamatória crónica na área do trocanter. Isto manifesta-se tipicamente como dor aguda à palpação do grande trocanter na articulação da anca. Em casos raros, os exames de imagem podem mostrar a presença de uma bursite "verdadeira". Os pacientes podem sentir dor ao realizar certos movimentos e, ocasionalmente, a dor irradia para a perna afetada.

ESTUDOS


Furia JP, Rompe JD, Maffulli N. Low-energy extracorporeal shock wave therapy as a treatment for greater trochanteric pain syndrome. Am J Sports Med. 2009; 37:1806- 1813.


Mani-Babu S, Barton C, Morrissey D. The effectiveness and.dose-response relationship of extracorporeal shock wave therapy in lower limb tendinopathy: a systematic review. J Sci Med Sport. 2012; 15:133-134.

Reid D. The management of greater trochanteric pain syndrome: A systematic literature review. J Orthop. 2016 Mar; 13(1): 15-28.


Rompe JD, Segal NA, Cacchio A, Furia JP, Morral A, Maffulli N. Home training, local corticosteroid injection, or radial shock wave therapy for greater trochanter pain syndrome. Am J Sports Med. 2009; 37:1981-1990.


Shi Li-Jun et al. Focused extracorporeal shock wave therapy with centrifugal exercise for the treatment of greater trochanteric pain syndrome. Zhongguo Gu Shang. 2021 Dec 25;34(12):1158-64.


Ramon S et al. Focused Shockwave Treatment for Greater Trochanteric Pain Syndrome: A Multicenter, Randomized, Controlled Clinical Trial.... J Bone Joint Surg Am. 2020 Aug 5;102(15):1305-1311.


Carlisi E et al. Focused extracorporeal shock wave therapy for greater trochanteric pain syndrome with gluteal tendinopathy: a randomized controlled trial. Clin Rehabil. 2019 Apr;33(4):670-680.


Ganderton C et al. Demystifying the Clinical Diagnosis of Greater Trochanteric Pain Syndrome in Women. J Womens Health (Larchmt). 2017 Jun;26(6):633-643.