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Necrose asséptica da cabeça femoral

PROTOCOLO FOCAL

Valores do protocolo focal


Densidade de fluxo de energia total por emissão de onda de choque: 0,035-0,6 mJ/mm²

N.º de sessões: 1-3 tratamentos com um intervalo de 12 semanas.

Impulsos: 4000-6000

Informação médica


A etiologia ainda não é clara; discutem-se fatores de risco vascular devido a um aporte vascular subcrítico na idade de maior incidência, influências constitucionais e possíveis enfartes ósseos múltiplos.
A doença manifesta-se particularmente em humanos e cães domésticos. As causas exatas não são totalmente compreendidas; a necrose da cabeça femoral ocorre com maior frequência em casos de diabetes mellitus e alcoolismo. O tratamento prolongado com anticoagulantes também pode provocar necrose da cabeça femoral.
A necrose da cabeça femoral pode surgir após uma lesão da cabeça femoral, conhecida como necrose femoral pós-traumática. Tipicamente, esta necrose ocorre após um cisalhamento da cabeça femoral numa luxação traumática da anca.
Sem uma causa aparente, como um acidente, uma anca começa subitamente a doer. A mobilidade da articulação fica limitada, sobretudo a rotação interna e a extensão. Uma radiografia normal pode não apresentar alterações patológicas na fase inicial; apenas uma ressonância magnética (também com contraste) revela alterações no estado metabólico do osso afetado nas fases precoces.

Classificação médica segundo a estadificação ARCO

Etapa A0:
Dor na anca sem sinais verificáveis em radiografia, tomografia computorizada, cintigrafia ou ressonância magnética.

Etapa A1:
Radiografia e tomografia normais; a ressonância magnética evidencia uma alteração na parte medial da cabeça femoral inferior a 15 % da área de superfície.

Etapa A2:
Sem sinal de crescente; na radiografia observa-se esclerose, osteólise e porose focal; a área afetada corresponde a 15-30 %.

Etapa A3:
Sinal de crescente visível na radiografia; mais de 30 % da superfície encontra-se afetada na ressonância magnética e tomografia.

Etapa A4:
Artrose; sinais de artrose na radiografia, estreitamento do espaço articular, alterações no acetábulo e destruição da articulação.

História clínica

Antecedentes específicos: dor no joelho, claudicação, relutância em caminhar, fadiga, episódios de dor, consumo de álcool, patologias metabólicas, antecedentes de medicação, anemia falciforme.
Antecedentes gerais: antecedentes familiares, displasia da anca, infeções.

Diagnóstico

Diagnóstico por imagem: ver secção anterior.
Diagnóstico diferencial: coxite bacteriana, doenças tumorais, coxartrose.

Terapia

Objetivos: preservação da cabeça femoral, ausência de dor e manutenção da mobilidade.

Terapia conservadora:

  • Terapia de infusão com Iloprost

  • Analgésicos

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

  • Fisioterapia

  • Treino da marcha

  • Exercícios de amplitude de movimento, especialmente abdução e rotação interna

  • Redução da carga

  • Adaptação de ortóteses para alívio da articulação

  • Oxigenoterapia hiperbárica (OHB)

  • Terapia de transdução eletromagnética (EMTT)

Terapia cirúrgica:

  • Nos estádios I e II: descompressão por perfuração

  • Nos estádios III e IV: substituição articular, artroplastia da anca

Terapia com ondas de choque (Shockwave Therapy)

Indicação:
Deve ser indicada por um médico especialista.

Antes da terapia:

Requisitos das instalações:
Critérios de certificação de uma consulta médica, por exemplo:

  • Plano de higiene

  • Gestão de emergências disponível de acordo com a norma DIN

Preparação do paciente:

  • Informação e consentimento diferenciados e documentados

Médico e pessoal assistente:

A terapia extracorporal por ondas de choque (ESWT) deve ser realizada pessoalmente pelo médico, devidamente qualificado através de formação especializada.

Execução da terapia:

  • Tratamento sob anestesia geral ou anestesia regional

  • Posicionamento do paciente com exposição da área afetada (rotação externa e extensão)

  • Visualização da área previamente localizada por ressonância magnética com gadolínio, utilizando intensificador de imagem por raios X

  • Localização dos feixes vasculonervosos

Seguimento pós-operatório:

Descarga do peso durante 6 semanas com recurso a canadianas, mobilização fisioterapêutica e exercícios de movimento. Posteriormente, aumento progressivo da carga até retomar a prática de desporto de alto rendimento, desde que não existam sintomas.
Controlo por ressonância magnética (RM) de imediato em caso de agravamento; caso contrário, não antes de 6 a 12 meses, uma vez que a RM pode continuar a apresentar alterações durante muito tempo, mesmo quando o paciente se encontra assintomático.

ESTUDOS

                                                

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