Energia: 0,12 - 0,30 mJ/mm²
Impulsos: 2000-3000
Sessões: 3
Frequência: 6-8 Hz
Intervalo: 7-14 dias
As lesões musculares podem ser diferenciadas, de forma geral, em lesões com ou sem solução de continuidade, ou seja, conforme exista ou não rotura de fibras musculares. As lesões atualmente mais frequentemente tratáveis com ondas de choque e ondas de pressão radial são, para além da espasticidade, as cãibras, DOMS, contracturas musculares, contusões e lesões musculares crónicas com fibrose ou cicatriz dolorosa. Segundo estudos realizados, poderão ainda ser tratadas complicações como a miosite ossificante ou aplicados tratamentos preventivos de lesões musculares, embora estas indicações ainda não estejam incluídas pela ISMST. A ecografia é fundamental para o diagnóstico e acompanhamento destas lesões.
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
A posição do paciente e do terapeuta dependerá do grupo muscular afetado. De forma geral, utiliza-se o decúbito dorsal para o quadricípite ou o decúbito ventral para isquiotibiais, bíceps femoral ou tríceps sural. No caso do membro superior, o paciente poderá posicionar-se em decúbito dorsal, ventral ou em sedestação.
Importa ter em consideração que, no caso das lesões musculares, podem ser realizados protocolos que combinam ondas de choque focais com ondas de pressão radial. Neste contexto, o tratamento com a onda focal é aplicado especificamente na zona da lesão, enquanto a onda de pressão radial realiza uma varredura da lesão e do restante músculo lesionado, bem como de outros grupos musculares que possam apresentar contractura reflexa.
REAVALIAÇÕES
Dependendo da lesão e do perfil do paciente, a reavaliação poderá ser realizada 10-15 dias após o final do ciclo terapêutico em desportistas ou em contexto laboral, ou ao fim de um mês em lesões mais extensas ou crónicas, aguardando sempre que tenham decorrido as 12-14 semanas correspondentes ao efeito regenerador da mecanotransdução.
Nota: No caso de desportistas, será muito importante complementar o tratamento com o restante trabalho de fisioterapia realizado em simultâneo, bem como assegurar uma correta recuperação funcional para evitar recaídas.
FONTE: Dr. Juan Miguel Morillas Martínez. (Guia de consulta rápida SETOC de protocolos para tratamentos médicos com ondas de choque extracorporais).