Índice tornozelo-braço: O intervalo entre 0,66 - 1,8 é considerado o intervalo tratável.
Intensidade: 20
Frequência: 5Hz a 8Hz
Sonda: Linear focal FBL 10x5 G2
Gel pad: 0mm
Densidade de disparos: Entre 500 e 1000 impulsos por $cm^2$
Fluxo de energia por impulso: $0,16\text{ mJ/mm}^2$
Número de sessões: de 3 a 8 (1 ou 2 por semana)
TRATAMENTO DE FERIDAS COM TERAPIA DE ONDAS DE CHOQUE
A terapia de ondas de choque extracorpóreas (ESWT) é um procedimento não invasivo que pode estimular a cicatrização de feridas.
Durante muito tempo, o mecanismo biológico de ação pelo qual as ondas de choque melhoram a cicatrização de feridas não foi totalmente compreendido; no entanto, os efeitos têm sido descritos com precisão. Os resultados da investigação foram confirmados por resultados clínicos que demonstraram melhorias significativas no processo de cicatrização.
Nos últimos anos, inúmeros estudos científicos e publicações — alguns dos quais utilizaram também ondas piezoelétricas focais — descreveram o mecanismo de ação através do qual se estimula a cicatrização. Fundamentalmente, a ESWT constitui um estímulo mecânico forte e específico que promove processos biológicos de autocura. Numa análise mais detalhada, esta afirmação generalizada descreve uma série de efeitos complexos das ondas de choque.
Os estímulos mecânicos afetam diversas funções celulares no tecido vivo, incluindo:
Crescimento celular
Diferenciação celular
Migração celular
Síntese de proteínas
Apoptose fisiológica e necrose tecidular
As ondas de choque extracorpóreas atuam como fatores de stress mecânico e induzem alterações bioquímicas no tecido vivo que, a nível molecular, acabam por influenciar a expressão génica das células. Quando aplicadas de forma seletiva, as ondas de choque podem desencadear reações específicas nos tecidos, um processo conhecido como mecanotransdução.
A zona focal de uma onda de choque piezoelétrica é a área (zona -6dB) na qual a pressão máxima positiva desce para metade da pressão de pico. As ondas de choque apresentam uma distribuição espacial tridimensional ao longo dos eixos x, y e z. Esta zona focal pode ser ajustada para atingir com precisão a área de tratamento, minimizando assim o trauma no tecido adjacente.
Com o equipamento PiezoWave2 da Richard Wolf, a zona focal de uma fonte de terapia piezoelétrica focada (FBL10x5G2, intensidade 10) possui um volume tridimensional de 46 mm x 20 mm x 4 mm. Graças à tecnologia de foco direto dos sistemas piezoelétricos de ondas de choque, a dimensão da zona focal permanece praticamente inalterada, mesmo ao ajustar a intensidade.
A profundidade de penetração da zona focal é pré-selecionada através da utilização de almofadas de gel de diferentes espessuras. Uma característica distintiva das ondas de choque focadas lineares é a opção de selecionar uma almofada de gel "0". Desta forma, metade da zona focal permanece dentro da almofada, garantindo que a pressão máxima no centro focal se situe precisamente ao nível da pele.

ESTUDOS
Treatment of chronic wounds with extracorporeal shockwave therapy – an experience report (C. Moosmann, C. Grabosch, B. Jänigen)
H. G. Neuland, H. J. Duchstein. Manifestation Pattern of the Extracorporeal Shock Wave Therapy using Mechanotransduction. Orth.Praxis 4.2006
H. G. Neuland, A. Schmidt. Induction of Adult (Tissue-specific) Mesenchymal Stem Cells through Extracorporeal Shock Waves to Regenerate Muscoskeletal Tissue. Orth.Praxis 2006
Laura Berta, Annamaria Fazzari, Anna Maria Ficco, Patrizia Maurici Enrica, Maria Graziella Catalano, and Roberto Frairia. Extracorporeal shock waves enhance normal fibroblast proliferation in vitro and activate mRNA expression for TGF-D1 and for collagen types I and III. Acta Orthopaedica 2009; 80 (5): 612-617
Giuliana Muzio, PhD, Enrica Verne et al . Shock Waves Induce Activity of Human Osteoblast-Like Cells in Bioactive Scaffolds. The Journal of Trauma Injury, Infection, and Critical Care 2010
J. Fehre, W. Kraut, A. Lutz, R. Reitmajer, A. TOth-Kischkat, F. Ueberle, 0. Wess. Fokussierte und unfokussierte Druck und StoRwellen - Unterschiede und Gemeinsamkeiten Eine Abhandlung erstellt durch den wissenschaftlichen Beirat Physik / Technik der DIGEST
Mayer, D; Dorfm(iller,C; Lachat,M. Die extracorporale Stogwellentherapie als neue Methode zur Stimulation der heilung komplexer Wunden: Eine Ubersicht. Zeitschrift fur Wundheilung 2009, 232-237
Chen YJ, Wurtz T, Wang CJ, Kuo YR et al. Recruitment of mesenchymal stem cells and expression of TGF-beta 1 and VEGF in the early stage of shock wave-promoted bone regeneration of segmental defect in rats.J Orthop Res. 2004 May;22(3):526-34
Wang C, Kuo R, Wu R. Extracorporeal shockwave treatment for chronic diabetic foot ulcers. J Surg Res 2009; 152: 96-103
Kerstin Birte Neumann. Untersuchung der Wirkung Extrakorporaler Stosswellentherapie auf die Haut. Effekte der Mechanotransduktion auf Fibroblasten in-vitro und Analyse von Hautveranderungen in-vivo. Dissertation zur Erlangung des Dr. rer. nat. der Universitat Hamburg
Janigen B, Moosmann C, Hopt U. Die Behandlung therapieresistenter Wunden beim diabetischen Fugsyndrom mittels extrakorporaler Stosswellentherapie (ESWT) Zeitschrift fur Wundheilung 18.Jahrgang 6.2013 Abstractband: ISSN1439-670x