Pressão: 2 bar
Impulsos: 3000
Frequência: 10-12 Hz
Aplicador: 15 mm
Somatório da dose de densidade de fluxo de energia total (mJ/mm2): 154
Número de sessões: 3 (1 por semana)
A doença de Osgood-Schlatter (OSD) consiste numa inflamação da tuberosidade da tíbia em crianças em fase de crescimento. A patologia caracteriza-se por dor local, inflamação e sensibilidade da tuberosidade.
Acredita-se que a causa da OSD seja o esforço repetitivo e uma avulsão crónica do centro de ossificação secundário da tuberosidade tibial, ou seja, devido a pequenas lesões causadas por um sobreesforço repetitivo antes de a zona ter completado o seu crescimento. O esforço repetitivo deve-se à forte tração do músculo quadricípite que ocorre durante as atividades desportivas, sobretudo ao correr, saltar e escalar. Consequentemente, a OSD é comum em adolescentes que jogam futebol, basquetebol, voleibol e em ginastas.
A avulsão da tuberosidade tibial continua a crescer, ossificando e ampliando-se. A área de intervenção pode tornar-se fibrosa, criando uma pseudoartrose localizada, ou pode apresentar uma união óssea completa com um leve aumento da tuberosidade tibial. Em qualquer caso, o resultado é uma epifisite por tração do tubérculo tibial.
A doença é diagnosticada com base nos seus sintomas clínicos e em exames de imagem. Particularmente, nos casos unilaterais de OSD, recomendam-se radiografias simples do joelho para excluir outras patologias, como uma fratura epifisária da tíbia aguda, uma infeção ou um tumor. Desconhece-se o verdadeiro alcance da incidência da OSD.
A idade predominante situa-se entre os 12 e os 15 anos nos rapazes, e entre os 8 e os 12 anos nas raparigas, coincidindo com os períodos de crescimento acelerado. Existe uma maior incidência entre o sexo masculino do que no feminino (aproximadamente numa proporção de 3:1). Entre 20% e 30% dos casos de OSD apresentam-se de forma bilateral.
O tratamento da OSD deve iniciar-se com medidas conservadoras, tais como: repouso, aplicação de gelo, modificação das atividades e exercícios de reabilitação. Os pacientes que não respondam ao tratamento conservador num prazo de seis meses (aproximadamente 10%) podem ser submetidos à terapia de ondas de choque radiais (rESWT®). A cirurgia deve ser considerada apenas nos casos mais persistentes de OSD, em pacientes com maturidade esquelética, para a remoção cirúrgica da formação óssea (em caso de pseudoartrose localizada) e/ou de material cartilaginoso livre.
ESTUDOS
Titov VV, Litvinenko A Extracorporeal shock wave therapy in the treatment of the osteochondropathy of tibial bone roughness. Abstracts 10th International Congress of the International Society for Musculoskeletal Shock Wave Therapy, Toronto, Canada, 2007, pp. 46-47